História de ilustrador

Minha jornada com a ilustração.

Meu primeiro contato com a ilustração veio como na maioria dos jovens da minha idade, então comecei desenhando quadrinhos. Na maioria das vezes isso acontecia durante as aulas, fosse para tirar sarro de um professor, um colega ou para matar o tédio simplesmente.


Com o tempo comecei a explorar outras narrativas e comecei a fabricar livros artesanais. Eram histórias simples que eu guardava e muitas vezes presenteava aos meus amigos. Estas histórias eram curtas e sempre carregavam títulos inusitados: Cachorro Azul e outras histórias, Camelos não falam inglês e Dona Baratonta entre outros que não guardo na memória. Minha professora de artes do colégio viu um potencial neste livros e me incentivou a continuar desenhando e escrevendo estas histórias, mas logo ficou muito doente e infelizmente deixou este mundo para sempre. Acabei abandonando a ideia de cursar artes plásticas e entrei para a faculdade de Propaganda e Marketing no final do último ano letivo.


A capa de um disco que nunca saiu de fato.

O tempo passou e eu comecei a trabalhar em uma pequena agência da minha cidade enquanto cursava Propaganda e Marketing no período noturno. Sempre que podia, e claro, tinha o mínimo de liberdade criativa para isso, propunha a ilustração como forma de promover os clientes e marcas, o que as vezes resultava numa enorme frustração.


Mesmo assim, havia um lugar que sempre estava aberto a estas ideias: os festivais underground de música, poesia e arte com os quais eu sempre estive envolvido de alguma forma na minha pequena e linda cidade.


Um retrato daadolecencia: Uma cabeça feia e cheia de espinhas. A ideia da cereja na cabeça era a seguinte: Se funciona com os bolos, porque não vai funcionar comigo?
Auto retrato com uma cereja na cabeça

Quando terminei a faculdade fui morar em Bogotá na Colômbia. Viajei sem visto de trabalho ou estudo, de forma que precisava encontrar um trabalho ideal para me manter no país dentro do limite de 3 meses. Meu plano era fazer um programa de educação continuada em ilustração para literatura infantil. Fiz alguns cursos e entrevistas durante dois meses enquanto tentava regularizar minha situação no país e já estava perdendo a esperança, até que recebi uma ligação de um estúdio audiovisual recém inaugurado perto de Suba no norte da cidade.


Me dei bem na entrevista e fiquei muito entusiasmado em saber que a vaga era para ilustrador/designer. Nesta empresa foi onde consegui desenvolver minha habilidade em ilustração com clientes reais, situações reais, briefings organizados, prazos, reprovas, enfim, toda a experiência de trabalhar de fato com ilustração.



Criar personagens para animação era muito diferente do que eu já estava acostumado, você precisa pensar no esqueleto, nas articulações e como eu era o único ilustrador na empresa não havia ninguém mais experiente para consultar ou fazer perguntas. Afinal de contas era uma empresa nova, estavam procurando um profissional com grande autonomia, eu vendi meu peixe como pude e precisava dar conta do recado sozinho!


Esta fase eu chamo de: Se vira mermão! Aprendi na raça e como pude a fazer roteiro, storyboard, exportar os arquivos de forma correta com uma enorme ajuda de profissionais que eu tenho a maior admiração do mundo até hoje: Os animadores. Estes caras são muito virões, eles praticamente davam um jeito para tudo. Nesta época desenvolvi meu primeiro curta animado, sem saber nada de animação. Apenas costurando gifs de 1920x1080.

Estando em Bogotá conheci outros ilustradores e logo começaram a pintar novos Freelances para projetos. Neste período desenvolvi trabalhos para empresas colombianas, startups Canadenses e alguns trabalhos para agências de publicidade.


Como este papo vai longe, achei melhor guardar algumas histórias para um próximo post. Então se quiserem conhecer mais um pedaço desta jornada se inscrevam no meu blog. Abraços cósmicos e até uma próxima!

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